Toda cidade que tem uma praça e um coreto tem uma Furiosa. Já é uma tradição secular no Brasil a torcida da cidade pela sua Furiosa, formação de músicos de banda que se agrupam para incendiar as praças, quermesses, batizados, casamentos e as mais diferentes festas com seus dobrados marciais, choros sincopados ou canções.
A capital paulista também tem sua Furiosa. Do tamanho de seu parque, o Ibirapuera, e de seu “coretão”, o Auditório Ibirapuera.
Formada em meados de 2010 por 40 alunos da Escola do Auditório, esta Furiosa segue os princípios estéticos e musicais que vêm sendo definidos e divulgados há cinco anos pela Orquestra Brasileira do Auditório (OBA).
A Furiosa do Auditório é uma formação que foge aos rótulos e classificações. Pode soar como uma big band em uma música ou como um regional de choro em outra. Pode ser imponente, no uso dos tutti com metais e poder de fogo da percussão sinfônica, e soar, alguns compassos depois, como uma banda de coreto. À sua frente, como diretor artístico e regente, está o maestro e arranjador Nailor Azevedo, o Proveta.
O princípio é claro: tocar e estudar música popular brasileira junto com a tradição clássica de escrita e interpretação. No repertório da Furiosa do Auditório estão obras de Lamartine Babo, Pixinguinha, Guinga, Paulo Vanzolini, Radamés Gnattali, Villa-Lobos e Adoniran Barbosa arranjadas por músicos como José Roberto Branco, Edson Alves, Laércio de Freitas e o próprio Proveta.