Grupos Regionais e Combos


Consideramos pequenas formações os grupos entre 3 e 10 alunos formados em nossa Escola. Consequência natural de um ensino calcado na prática à formação desses grupos não é apenas estimulada por nós, mas se configura como prática obrigatória à todos os alunos.

Regionais

Formação musical típica de nossa gente encontrada em todo o país os regionais se originaram no final dos anos 1920, e tiveram o seu aparecimento vinculado ao mercado fonográfico brasileiro. Esses grupos nasceram da união dos instrumentos do terno do choro com os instrumentos de batucada do samba-de-morro ou samba urbano. O pesquisador José Ramos Tinhorão na sua “História Social da Música Brasileira” relata o aparecimento de regionais como o “Gente do Morro” da gravadora Brunswick, que:

[...] realizaram a fusão dos velhos grupos de choro à base de flauta, cavaquinho e violão, com a percussão dos sambas populares, herdeiros dos improvisos das rodas de batucadas. O que tais grupos viriam a realizar era o casamento da tradição do choro da pequena classe média com o samba das classes baixas (TINHORAO, 1998, p. 296-297).

Tinhorão aponta o fato da crescente demanda por músicas e coisas do povo. Essa demanda está relacionada com a onda nacionalista que varreu o país nos anos 30 (Estado Novo, Gilberto Freyre, modernismo, etc.). Os regionais serviram de base para formações maiores com metais e cordas nas grandes orquestras das rádios e da televisão, e hoje em dia são utilizados por todos os cantores e grupos de samba. Os grupos de pagode, samba de mesa ou samba de raiz, nada mais são do que regionais, com alguns instrumentos acrescentados como as timbas, o banjo, o contrabaixo e a bateria.

Em nossa Escola utilizamos alem dos instrumentos típicos – cavaquinho, violão, violão-sete-cordas, flauta e percussões – alguns outros instrumentos como saxofone, trombone e até tuba em nossos regionais. Ampliamos também a gama de músicas incluídas no repertório, que partem do choro, mas que podem incluir clássicos do samba e da MPB.

COMBOS

Combo é um termo norte-americano para designar pequenas formações que unem uma seção rítmica – bateria, baixo, piano ou guitarra – à algum ou alguns sopros. O Combo é a formação mais presente na música popular hoje em dia, e pode se encontrado nos grupos de rock, de jazz, de black music, pop, salsa, e também na música brasileira. Pela sua versatilidade se constitui numa excelente experiência didática para jovens músicos e se presta a diversos tipos de apresentações.

A Escola

A Escola do Auditório, criada em 2005, vem trabalhando desde o seu surgimento uma proposta inédita: ensinar exclusivamente música brasileira, com ênfase no universo da música popular.

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